Poesia autoral: Linhas retas e linhas tortas


Acredito que passei a vida inteira esperando por ela.
E nesse tempo, sem saber muito bem o que fazer,
Acostumei-me a esperar também por outras coisas.
Esperava pelo fim do expediente.
E depois, por um merecido banho de água quente.
Esperava por um telefonema, ou sinal de vida.
Ao telefone, o tom estático e implacável figurava-se por si só a reta ante definida.
Depois, entre geometria e filosofia passei então a esperar por algum elogio,
Quiçá um ombro amigo, e alguém que quisesse conversar.
Em regime de anonimato, com menos aplausos e algumas doses de úisque.
Hoje já não espero mais por ela, e resta-me apenas aceitar o tempo perdido.
Pois, até que enfim quando já não havia tempo a ser perdido.
Veio de onde nunca sonhei trazer-me acalento e abrigo.
Ainda que por fora, foste eu um homem-feito;
Por dentro ainda figurava o sonho de um menino.
Foi ela; a vida que passou diante de mim como um breve suspiro.
Pondo fim a esse texto,
Ainda por ser escrito.

Leandro Silvério.


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